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As interações entre a arte e a tecnologia

 

 

Das habitações à invenção da agricultura, o homem evolui por meio do reconhecimento da própria capacidade intelectual. Ao longo do tempo, a tecnologia tem influenciado decisivamente a forma como vivemos em um mundo composto de uma natureza exterior ao homem. Natureza esta que possui leis que a ordenam e uma cultura em que todas as esferas de hoje já não são mais como no passado.

A arte também se manifesta na linha do tempo da humanidade, através de culturas distintas que se mixaram a partir da integração dos povos de regiões distantes. Como isso aconteceu? Por terra, pela água e pelo ar, com o apoio de novas tecnologias desenvolvidas ao longo da história. Assim como a tecnologia, a arte expressa a desconformidade e é ferramenta potente de transformação do modelo social vigente. Diante disso é possível afirmar que humanidade se movimenta, se modifica e se transforma por meio da arte e da tecnologia.

Para compreendermos melhor como a arte e a tecnologia estão conectadas, vamos nos lembrar como o teatro foi instrumento de transformação, principalmente pela tragédia e pela comédia, da Grécia antiga. Naquele tempo, liberdade e igualdade, algo tão necessário nos dias atuais, tornaram-se princípios básicos e constituíram a essência da democracia grega, lá pelo século V a.C.

Agora pense como a musicalidade no homem evoluiu ao longo da sua existência com o advento de novas tecnologias. A acústica, a descoberta das notas musicais, a criação de instrumentos, a amplificação e evolução dos equipamentos analógicos, a disseminação pelas ondas sonoras do rádio e a massificação da cultura pop, a experimentação, o surgimento do Blues, do Rock, do Reggae, da Bossa Nova, do Funk, a evolução dos estúdios de gravação, o disco de vinil, a fita K7, o CD, o DVD, a inclusão do digital e o surgimento dos aplicativos de música.

Existem linhas de pesquisas científicas que têm como objetivo o estudo e desenvolvimento de poéticas relacionadas às mídias digitais, com uma proposta complementar de elaborar reflexões sobre as consequências das possibilidades fornecidas pelas novas tecnologias no ensino da arte. Com o surgimento da Internet das Coisas, passamos discutir o conceito de museus virtuais que podem apresentar obras produzidas por meio de softwares. Não é incrível como a arte pode ser potencializada a partir da tecnologia e, ao mesmo tempo a reflexão que a arte nos proporciona nos levam a soluções que transformam e facilitam o nosso cotidiano?

Por essa lógica, podemos nos permitir, de vez em quando, enquanto artistas, colocar no lugar do cavalete, das tintas e dos pincéis, o computador. É apenas mais uma evolução de tantas que já foram materializadas, como a fotografia, o cinema, o vídeo.

Contudo, não se faz necessário justificar porque o amor à arte pode nos despertar o interesse pela tecnologia, pois as duas caminham de mãos dadas e se manifestam a todo momento da existência humana. Só avançamos, de fato, alavancados por esses pilares fundamentais da existência humana.

Não é à toa que ao visitar a Fábrica do Futuro, você vai perceber que em meio ao coworking, salas de reuniões, startups e scale-ups instaladas, há um espaço zen, paredes grafitadas, um piano que de vez em quando é carinhosamente tocado e nos embriaga com a sua melodia. Além disso, ainda tem o Audio Porto, considerado o melhor estúdio de gravação e mixagem do Brasil, no Prêmio Profissionais da Música 2018, e local de gravação de artistas como Anitta, Vitor Ramil, Zeca Baleiro, Chico César, entre outros.

Estamos nos apresentando como um local para receber empresas e atividades ligadas à arte, à cultura, à tecnologia e à educação. Então se você está inserido na Indústria Criativa, o quarto distrito e, especialmente, a Fábrica do Futuro é o seu lugar. Um local que foi sede de uma fábrica de enfeites de Natal e hoje abriga um ecossistema de inovação, cujo a arte e a tecnologia são meios de lembrarmos diariamente de que o ser humano está no centro de tudo.

Salve a arte, salve a tecnologia!

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